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sexta-feira, 20 de março de 2009

Inconformismo

Imposição, sinal de partida,
sossego, rodopio o pensar.
Nego, adultéro, justifico,
desafio, continuo a lutar.

Alusão sentimental,
imobiliza o pensar.
Catatónico nos membros,
aspiração para amar.

Enche o peito de alegria,
é ver os olhos brilhar.
A alegria tem sua cor,
para a tristeza basta a luz apagar.

Autor das quadras: João Rodrigues

Alegria no trabalho

Está na hora do sair,
momento de acabar.
Ficar depois da hora,
ferramentas arrumar.

Sujidade como medalha,
sujidade na pele entranhada.
Alimentas corpo cansado,
tiras a t-shirt suada.

Autor das quadras: joão Rodrigues

T-shirt preta com dizeres

Interior transformação,
diferente exterior parecer.
Emoção nova experimentar,
a cada seguinte amanhecer.

Catarse de empregos formais,
em angústias recalcada.
Tira-se a gravata,
deixa-se crecer a barba.

T-shirt preta com dizeres,
pulseira punk no braço.
jeans rotos no joelho,
mais café ,tenho olho baço.

Autor das quadras. João Rodrigues

Ego

É a ponta do iceberg,
mas markting inconclusivo.
Seu tamanho é maior,
mas grande parte está escondido.

Iceberg derretido,
do mundo medo tem.
Igual a semi-frio temporário,
que não intimida ninguém.

Autor das quadras: João Rodrigues

Resíduos Perigosos

Gerir os resíduos,
não os deixes acumular.
À outras soluções,
melhores do que os aterrar.

Levar resíduos para tratamento,
pois acumular não pode ser.
Além de ocupar espaço,
um incêndio pode acontecer.

Autor das quadras: joão Rodrigues

Porto seguro

Alojo-me nos teus braços,
como em porto seguro.
Farto de tanto mar,
Farto de trabalho duro.

Não tenho nada para dar,
fico a olhar para ti.
Agradeço a tua ajuda,
Por cuidares de mim.

Autor das quadras: João Rodrigues

Acaso artistíco

Maquilhagem natural,
de sonhador inverterado.
Remela no olho,
cabelo desalinhado.

Acaso artístico,
para antigo sonhar.
Parece pessoa volátil,
mas integra no pensar.

Equilíbrio de formas,
o acaso artístico.
Contraste de sentires,
paradoxo místico.

Ritmo sem qualidade,
momento sem emoção.
A força desvanece,
só dor, comida e colchão.

Autor das quadras: João Rodrigues

Metástases de dor

O corpo prende-se em posição,
a mente quer movimento.
Encanhado na acção,
furioso no pensamento.

Com ódio ou não,
alimentas a contenda.
Cumpres objectivos,
viras a folha da agenda.

São metástases de dor,
quero é gritar.
Aquilo que é silencioso,
tenho de libertar.

Autor das quadras: joão Rodrigues

Diz-me onde errar

Penso assim, pensa diferente,
diz-me onde errar.
Destroi-me a obra de arte,
interrompe-me o sonhar.

Tira-me aos gritos da cama,
com cataclismo imaginado.
Esfrangalha-me os nervos,
rir irónico desconsolado.

Destroi o difícil,
em inveja comodista.
Faz tu tambem igual,
sê ao menos copista.

Autor das quadras: joão Rodrigues

Vira o jogo do avesso

Se não somas vitórias,
se a tua ansia te consome.
Então vira o jogo do avesso,
nem que tenhas de passar fome.

Na busca do limite,
sobrevives a qualquer custo.
Ficas na vida mais vivo,
tomas a fome como um susto.

Autor das quadras: joão Rodrigues

Devagar sem alvoroço

Do lado de fora da porta,
ensaio a minha aparição.
Tua imagem visualizo,
apareçes de roupão.

Procuro transparencias e forças,
em teu corpo jovial.
Tento ler nas entrelinhas,
a tua exitação carnal.

Olha o sol domingueiro,
já é hora do almoço.
O dia começou tarde,
devagar sem alvoroço.

Que causa abraço,
e que me leva á exaustão.
È 8 ou 8O,
è a personalidade do João.

Quero mesa farta,
ou dieta gourmet.
Hoje tenho dinheiro,
amanhã logo se vê.

Autor das quadras: João Rodrigues

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Não fujas de mim a correr

Não fujas de mim a correr,

sem antes esclarecer,

o que tenho andado a pensar.


Ès moça nova e valente,

ès enérgica e sorridente,

quero-te pedir para namorar.


Podes recusar agora,

dizer que te vais embora,

dizer simplesmente não.


Diz antes que vais pensar,

no pedido para namorar,

assim não desgostas o João.